
Fixadores externos na Tabela SUS: os códigos SIGTAP que hospitais e equipes de faturamento precisam conhecer
Guia com os códigos SIGTAP vigentes para fixadores externos — linear, circular, punho e sistemas de alongamento — e por que o enquadramento correto evita glosa na auditoria.
Para quem trabalha com faturamento hospitalar, cada procedimento e cada OPM (Órtese, Prótese e Material Especial) precisa estar corretamente enquadrado na Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS — o SIGTAP — para que o registro em AIH ocorra sem glosa. No caso dos fixadores externos, essa classificação não é trivial: existem categorias distintas conforme o tipo de fixador, e um enquadramento equivocado pode gerar retrabalho na auditoria.
Este guia reúne os principais códigos SIGTAP relacionados a fixadores externos, com base na tabela vigente na competência de julho de 2026.
Os códigos principais
Fixador Externo Linear — código 07.02.03.040-6 Enquadra os sistemas monoplanares, indicados principalmente para fraturas diafisárias e estabilização temporária.
Fixador Externo Circular / Semi-circular — código 07.02.03.038-4 É a categoria que enquadra os sistemas do tipo Ilizarov, usados em fraturas complexas, deformidades angulares, alongamento ósseo e transporte ósseo — casos em que a osteogênese por distração é parte do tratamento.
Fixador Externo para Punho — código 07.02.03.041-4 Categoria específica para fixação externa aplicada ao segmento do punho, com indicação e configuração diferentes das anteriores.
Pino de Schanz — código 07.02.03.080-5 O insumo de fixação óssea usado em conjunto com os sistemas acima, cotado separadamente na tabela.
Fixador Externo com Sistema de Alongamento Monofocal — código 07.02.03.035-0 Categoria voltada a casos de alongamento ósseo em um único foco de distração — aplicação direta do princípio de osteogênese por distração que discutimos no artigo sobre a história do método Ilizarov.
Fixador Externo Tipo Plataforma - Sistema de Alongamento / Transporte Ósseo — código 07.02.03.042-2 Categoria para sistemas de plataforma usados especificamente em alongamento e transporte ósseo, indicada em casos de perda óssea segmentar.
Um ponto de atenção para quem fatura: não existe código específico de "fixador híbrido"
Vale um alerta prático: configurações híbridas (que combinam elementos lineares e circulares na mesma montagem) não têm um código SIGTAP próprio e dedicado. Na prática, o enquadramento vai depender de qual estrutura predomina na montagem utilizada no procedimento — o que reforça a importância de a equipe de faturamento alinhar com a equipe cirúrgica qual foi, de fato, a configuração empregada, antes de definir o código a registrar.
Por que isso importa além do faturamento
Para o hospital, ter clareza sobre esse enquadramento desde a etapa de compra facilita todo o fluxo: a área de suprimentos consegue vincular corretamente o produto adquirido ao procedimento e ao código de faturamento correspondente, reduzindo o risco de glosa na auditoria e agilizando o reembolso. Para o distribuidor, entender esses códigos com precisão é parte do que agrega valor no relacionamento com o cliente hospitalar — é informação que evita atrito na parte administrativa da venda.
A tabela muda mensalmente — sempre confira a competência vigente
A tabela SIGTAP é atualizada todo mês pelo DATASUS, e códigos, valores e regras de compatibilidade podem ser revisados de uma competência para outra. Antes de registrar um procedimento, o caminho mais seguro é confirmar o código na competência vigente diretamente em sigtap.datasus.gov.br.
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Nosso time apoia hospitais e distribuidores parceiros no enquadramento técnico e comercial dos fixadores externos ADJFIX.
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